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  • Illan Besen

Entender de ESG agora pode fazer a diferença na sua carteira no futuro


Bobagem, modismo passageiro, “mimimi” politicamente correto… Basta se aventurar pela seção de comentários das notícias e reportagens sobre ESG que você encontra boa parte destes adjetivos. Mas calma, primeiro vamos te contextualizar e explicar do que se trata estas três letrinhas tão badaladas.


A sigla é composta pelas iniciais das palavras em inglês Environmental, Social and Governance, que em bom português significam Ambiental, Social e Governança. E acredite ou não estas três letras estão revolucionando o mercado financeiro.

Quando falamos em investir em ESG estamos falando de investir em empresas que seguem um critério de conduta sustentável e socialmente responsável, preocupando-se em promover boas práticas administrativas, sociais e ambientais.


A agenda ambiental, em especial, tem estado no centro de muitas discussões nestas últimas semanas. Basta lembrar que o Brasil está sendo pressionado por investidores estrangeiros a tomar medidas mais enérgicas de combate às queimadas e ao desmatamento ilegal na Amazônia.


Desde o ano passado investidores internacionais vêm expressando preocupação com o aumento do desmatamento no Brasil e alguns inclusive ameaçaram retirar investimentos do país se não houvesse avanço nesta questão.

No fim de junho, um grupo responsável por investimentos de cerca de R$ 20 trilhões enviou uma carta a embaixadas brasileiras em oito países pedindo que o governo se comprometesse em reduzir os impactos ambientais e proteger os direitos dos povos indígenas.

Na quinta-feira passada (9), representantes de fundos de investimento do exterior participaram de uma videoconferência com o vice-presidente Hamilton Mourão e ministros do governo federal para tratar da política ambiental brasileira.


Após a reunião Mourão, que coordena o Conselho Nacional da Amazônia Legal, afirmou que os investidores esperam ver resultados nas medidas de preservação do meio ambiente antes de retomar os investimentos.

“Eles querem ver resultado. E qual é o resultado que podemos apresentar? É que haja efetivamente uma redução do desmatamento", ressaltou o vice-presidente.


Depois, no dia 14 de julho foi a vez do congresso se comprometer a tomar as medidas cabíveis. No mesmo dia, o governo anunciou novo controle de desmatamento da Amazônia: um sistema de monitoramento mais preciso para o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).

Em audiência no Senado, Mourão reiterou o compromisso para o combate ao desmatamento e disse que o Ministro da Economia, Paulo Guedes, vai enviar ao Congresso um projeto de lei pedindo a abertura de um crédito extraordinário no orçamento para financiar a operação na Amazônia.

Para destravar os repasses do Fundo Amazônia, suspenso desde o ano passado, o país precisa mostrar resultados. Daí vem todos os esforços recentes nesta direção.

O debate tem permeado inclusive a Expert XP, maior evento de investimentos do mundo que começou no dia 14 de julho e acaba agora no dia 18. Em boa parte das palestras a questão ambiental vem sendo levantada.


Em sua participação no evento, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia afirmou que a questão ambiental é um tema que deve entrar na agenda de discussões do Parlamento no segundo semestre. “Vamos discutir projetos para que o meio ambiente seja uma das prioridades da Câmara e do Congresso, ” ressaltou.


Nesta quinta-feira (16), houve um painel voltado especificamente ao tema, “O papel dos investidores na construção de um Brasil sustentável”, que contou com a presença da ambientalista e ex-ministra do Meio Ambiente Marina Silva, entre outros nomes que lidam diretamente com o assunto.

Durante a palestra, Marina afirmou que precisamos deixar de lado a noção de que a economia e a ecologia são forças antagônicas e entender que a saída para a atual crise civilizatória que atravessamos passa pela sustentabilidade.


A sustentabilidade não é algo de um grupo, é uma necessidade civilizatória. É por isso que fundos de investimento não querem investir em quem tem economia predatória. É por isso que governos estão buscando sinergia entre investimentos públicos e privados para que, ao mesmo tempo que saiamos da crise econômica agravada pela pandemia, possamos sair da crise social e da grave crise ambiental que ameaça não apenas parte da vida, mas toda a vida no planeta”, disse a ex-ministra.


Não dá para negar a relevância do tema e continuar ignorando seus impactos. Está por toda parte: no noticiário, no megaevento de investimentos, na boca do povo.

Big players do mercado mundial, como BlackRock e o fundo soberano da Noruega, já tomaram iniciativas em direção a práticas sustentáveis. No Brasil, a XP Investimentos também entrou com tudo na questão. Em pouco tempo, nomeou Marta Pinheiro como sócia diretora de ESG, contratou Marina Cançado para diretora de Sustainable Wealth na XP Private e lançou três fundos que seguem os pilares ESG.


“É um momento muito importante da nossa história. Acreditamos que as empresas do futuro precisam estar alinhadas com as estratégias ESG”, declarou o sócio e diretor de Asset Management Services da XP Inc., Gustavo Pires.


Quem lacra não lucra?


Então voltamos à questão levantada lá no primeiro parágrafo. Será que a preocupação com a preservação do meio ambiente se trata de uma moda passageira? Será que não passa de mimimi? Bem, vamos ao dados.

Estudos da Morgan Stanley Capital International (MSCI) indicam que estratégias focadas em aumentar a exposição da carteira de investimentos a empresas que seguem os critérios ESG superaram o desempenho do S&P 500 nos últimos 30 anos.


O Bank of America (BofA) conduziu um estudo entre as 500 maiores companhias americanas e detectou vantagens competitivas naquelas que levam fatores ambientais, sociais e de governança em consideração. A pergunta não é mais “como conciliar rentabilidade e sustentabilidade” e sim “será que podemos nos dar ao luxo de não considerar estas questões?”


A pesquisa constatou que empresas que se preocupam com os fatores ESG performaram melhor financeiramente dentro do período observado enquanto aquelas com registros ruins nas três áreas representam maiores riscos aos investidores.

A explicação para isso é mais simples do que parece: há inúmeros riscos em uma companhia que não aparecem nos seus balanços periódicos, como riscos associados à imagem, multas por danos ambientais, perdas financeiras em disputas trabalhistas e por aí vai.


Apostar em empresas que aderem a boas práticas administrativas, sociais e ambientais não é só uma tendência, é simplesmente uma boa ideia, pois ajuda a mitigar os riscos e gera valor no longo prazo.

Nas palavras de Savita Subramanian, Estrategista Quant e de Ações do BofA: “Questões ambientais, sociais e de governança corporativa não são opcionais para o investidor. A incorporação de elementos ESG ao compor carteiras pode aumentar os retornos ao passo que reduzem o risco”.


Se é uma moda transitória, só o tempo dirá. O fato é que o tema anda em voga no mercado e muitos especialistas parecem acreditar que é um caminho sem volta. E quanto aos seus investimentos? Esses critérios têm algum impacto na construção do seu portfólio? Entender de ESG agora pode fazer a diferença no futuro não só do planeta, como também da sua carteira.


Jornalismo BRA


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