O Investidor Inteligente de Benjamin Graham foi publicado há quase 70 anos e ainda é a ferramenta de investimentos em formato de livro mais vendida no mercado.

 

Mesmo num mundo caótico, dominado pela informação e de empresas com características diferentes dos tempos passados, por que um livro ainda ocupa o primeiro lugar no ranking de preferência dos investidores?

 

O brilhantismo de Graham foi justamente o garimpo das ideias e fórmulas que são imutáveis. Sua filosofia daria origem ao ‘value investing’ para determinar o preço justo de uma ação e proteger-se de erros no longo prazo.

 

O livro é um material precioso para quem quer ter sucesso no mercado de ações. Vários discípulos de Graham ainda hoje praticam seus métodos — com especial destaque para Warren Buffet.

|Sugestão de Leitura: O Investidor Inteligente - Benjamin Graham|

Por que fazemos determinadas escolhas no dia a dia? A percepção de controle do nosso cérebro é enorme. Mas na rotina imperceptível do dia a dia somos fantoches dele mais do que imaginamos.

 

Somos ignorantes de nós mesmos — assim escreveu tantos pensadores consagrados do século passado e dos anteriores. Poucos se aventuraram, no entanto, a decifrar o algoritmo encefálico, limitando a explicação para as emoções e os impulsos irracionais da nossa herança animal.

 

Kahneman introduz um processo binomial de pensar: o pensamento rápido, intuitivo e emocional; e o devagar, lógico e ponderado.

O Nobel interage com o leitor, provoca reflexão com cenários familiares de forma didática, tornando a leitura altamente acessível. Trata de assuntos complexos como heurística, viés cognitivo e semiótica — que você não precisa saber o significado — como um papo de bar. E ensina a evitar as grandes armadilhas escondidas quando tomamos uma decisão.

 

O escritor, que nunca fez qualquer cadeira em economia, foi laureado com o Nobel na área, respondendo questões seculares da intelligentsia econômica com instrumentos da psicologia. Nenhum investidor comum ou gestor renomado prospera inconsciente das armadilhas detectadas no livro.

|Sugestão de Leitura: Rápido e Devagar - Daniel Kahneman|

Taleb se irrita toda vez que um repórter desavisado lhe credita pela invenção do conceito dos cisnes negros. Seu jeito irritadiço, de fala assertiva e sotaque árabe, herança libanesa de sua terra natal, lhe confere um ar de guru entre os financistas.

 

Certamente, a ideia por trás dos cisnes negros não é nova, nem foi descoberta originalmente por Taleb. Mas ele é o seu maior estudioso e dali tirou lições que transcendem o escopo das finanças. “Eu”, diz, “sou um estudioso da incerteza. Do improvável. Estudo como agir diante de um mundo incapaz de ser previsto”.

 

Trader e matemático por mais de 20 anos, Taleb se tornou um ensaísta de insights surpreendentes sobre eventos imprevisíveis e impactantes cuja natureza extraordinária está na base de quase tudo o que acontece no mundo, da ascensão das religiões à nossa vida pessoal.

 

Da criação do mundo em poucos dias (sim, ele tem uma explicação científica para o criacionismo) ao ataque às torres gêmeas. Pequenos eventos, altamente improváveis, de grande impacto e que mudam o curso da história. E, após ocorrido, inventamos um meio de torná-lo menos aleatório e mais explicável criando histórias anedóticas para explicar o evento como se previsível fosse.

 

Taleb abusa do sarcasmo e da ironia com críticas ao sistema econômico, financeiro e acadêmico resultando num livro divertido e de fácil compreensão. E, de quebra, ainda emplaca em algumas estantes na seção de auto-ajuda quando adere à uma filosofia de vida que supõe que não devamos ter receio de decidir com base em seus riscos, pois o improvável é o que faz as coisas únicas e possíveis.

|Sugestão de Leitura: A Lógica do Cisne Negro - Nassim Nicholas Taleb|

Da escolha da sua carreira ao seu café da manhã. Todo momento, somos colocados à frente das decisões. Nelas, pensamos agir racionalmente, mas será que o fazemos?

 

Dan Ariely prova que não; e despeja exemplos irônicos do dia a dia mostrando como somos alvo de pegadinhas constantes do nosso cérebro. Do minucioso, sem importância, ao macro — o livro é ambicioso e não se reduz a nos convencer que somos inclinados a pedir descontos quanto mais barato for um produto; ou quando numa farmácia optamos sempre pelo remédio mais caro.

 

O israelense é um gênio da economia comportamental (a ciência que estuda porque você compra e vende as coisas, troca de emprego, se casa,...,) e vai além: prevê um futuro melhor com mais normas sociais (valores, costumes e tradições) e menos leis de mercado.

 

O insight não surgiu num congresso patrocinado pelo FED (Federal Reserve - Banco Central Americano) mas numa cidade utópica e psicodélica que dura uma semana no Deserto de Nevada, EUA, e virou fenômeno mundial: o festival de música Burning Man, onde dinheiro é proíbido e a liberdade de expressão é total. A antítese do nerd economista do M.I.T.

 

O livro é um exemplar valioso da economia comportamental moderna e prova porque o tema evoluiu tanto desde Daniel Kahneman quando ainda era ciência alternativa e hoje ocupa o mainstream do pensamento econômico.

|Sugestão de Leitura: Previsivelmente Irracional - Dan Ariely|